Teste de QI
Na China dos anos 600 era comum as pessoas serem submetidas a testes diversos sobre obras literárias clássicas, ideogramas chineses, matemática, habilidades bélicas e legislação, para futuro enquadramento social. Os testes de QI têm origem mais antiga do que se imagina. Foi somente no século 19, porém, que surgiu a preocupação com uma metodologia de medição da inteligência.

Durante muitos anos se questionou a possibilidade de medir a capacidade cognitiva do ser humano de forma padronizada e aplicável a todas as pessoas. O quociente de inteligência é uma medida para essa capacidade, e tem por objetivo comparar as habilidades cognitivas de alguém em relação às habilidades de outras pessoas na mesma faixa etária.

Devido a um grande número de fatores que influenciam no QI, os testes de QI variam em natureza, sendo alguns dependentes de cultura e outros mais voltados às capacidades linguísticas ou matemáticas. Os primeiros testes de QI correlacionavam desde habilidades linguísticas até características físicas dos indivíduos, o que fora considerado um fator não científico posteriormente. O primeiro teste de QI de sucesso relevante foi o Binet-Simon, elaborado em 1905 por Alfred Binet e outros pesquisadores.

O teste de QI Binet-Simon focava em habilidades verbais, revelando a idade mental da criança. Este teste foi posteriormente revisado e ampliado, usado por décadas nos Estados Unidos. Spearman, psicólogo britânico, fez a primeira análise de correlação entre diversos testes e concluiu que era possível obter um fator geral, que era comum à maioria das habilidades. Esse fator geral ficou conhecido no meio científico como fator G.